domingo, 26 de setembro de 2010




A felicidade relativa
De tempos inoportunos
Da palavra que escraviza
A frase escrita em números

Rima por dentro e por fora
A melhor rima do livro,
Já explica a demora
É simples mas assim vivo

Amor dá-me força, vou partir
Acena com o lenço velho de lágrimas
E amaldiçoa o ponto do meu existir

Velho lenço, passageiro e de seda
Já viu de tudo
E é perito a confortar
Mas desta vez foi limpar lágrimas ao rio
A ver o barco passar.

Adeus meu amor
És tudo
És calor presente
Está frio, está quente
Arrefece, aquece
Constrói, me destrói.
Ama-me, sente-me

Há um amor a partir,
Há Palavras censuradas,
Um lenço a cair,
Montes de cartas rasgadas.

Pilhas de sentimentos mudam
Quando o ar se renova,
Chove seco
E me aquece o frio,
Cai-me a tempestade,
Sobre mim, a olhar para o a noite.


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Lembranças... Apenas lembranças
Restaram daquele lindo e perfeito amor,
Mas o inverno chegou com sua geada,
Matando a preciosa e tão frágil flor...

E a canção virou saudade,
O pranto chorou a realidade...
E as estrelas se esconderam,
Para não ver tanta infelicidade...

No corpo a dor lancinante...
No coração o vazio sem tamanho...
Na noite... um silêncio de morte...
O dia, um inimigo cruel e estranho...

Lembranças... Apenas lembranças...
Somadas, multiplicadas em meu peito...
Do amor que prometia tanta felicidade,
E que hoje dorme em abandonado leito...

Lembranças... Apenas lembranças...
Não podia dar certo, era muito perfeito!


sábado, 25 de setembro de 2010



Mata este amor...
incinera-o  sem lamentos
nas chamas do fogo ardente
até se tornar cinzas todo este
sentimento.

Lança  as cinzas nos quatro cantos do vento,
para serem levadas na leveza dos pensamentos.
Serão cinzas do amor incineradas, nem preces nem
milagres,não será ressuscitado.

Amor renegado, veio do pó e ao pó retornará.
Não rogues por mim, nem por este amor incinerado,
queima-o no fogo dos teus actos, que
estarei livre, espalhando as cinzas do passado,
livre como os pássaros...
livre como vento...
Não serás eternizado.











De flores se encheu o céu
E os deuses ficaram a olhar
Pois tal mistério aconteceu
E eles não o conseguiram profetizar

Que mistério tão poderoso
Mas que flores serão
Nem isso eles sabiam
Mas que grande confusão

E então desceram à terra
E a todos foram perguntar
Que flores eram aquelas
Que estavam o paraíso a abafar

E na terra apenas disseram
São as flores de quem consegue acreditar
Que os deuses ainda existem
E nos podem ajudar

E então os deuses perceberam
Que algo de bom estavam a esquecer
E voltaram ao hades
Para ao povo da terra agradecer

E não pediram templo para os adorar
Nem oferendas para se merecer
Pediram apenas para deixarem as flores
Pois a vida ia agora tudo de bom ser











As pessoas vão-se embora
Há sangue pelo chão 
gritos pelo ar...
Não sei o que vou fazer 
nao sei como encontrar forças para correr 
pois quem eu amo 
está morto no chao
Maldito aquele que viola a lei divina 
matando pessoas por pura diversão!
Por ti, amor! Morrerei! 
Não quero viver 
num inferno de podridão!
A minha ilusao era achar que eles tivessem alma 
que eles tinham compaixão!
Um bando de jovens destruídos 
por uma sociedade de eterna maldição. 
Jovens assassinos... 
jovens sem alma e sem coração! 
jovens, condenados por um mesmo destino que eu... 
o destino da solidão!
Perdi quem mais amei 
e em cima de seu corpo chorarei 
minha alma destruída pela vingança 
e meu coração consumido pela tristeza 
perdurarão assim... 
até que no inferno me leve!













Desato os nós no emaranhado dos dias
cruzos os desafios, não me entrego à cobardia,
a força que me mantém é a esperança que me guia
A luz que me ilumina
é a chama que trago no meu peito
sempre acessa e viva.Nada me detém,
nada me crucifica,
suplico aos céus
suplico pela vida
Eu grito ao infinito...
rogo pelas dores com a voz de um aflita!
De joelhos eu não me entrego
neste chão de labirintos.
Não me quebro, não me estilhaço
feito cacos de vidro,
eu me refaço me fortaleço
livro-me das correntes do medo
livro-me do malifício
Os espíritos levam-me por aí....






O que seria da vida
Sem a luz da tua alma me iluminar?
Como seriam os meus dias
Sem o ardor do teu altar
Para quê  caminhar pelas trevas
A procura do lenitivo
Se hoje podemos encontrá-lo
No declínio do teu abismo
É  mórbida flor, porém
Delicada e deslumbrante
Que sacia tão voras vazio
Do meu semblante
É fruto negro e proibido
É  lança no peito ferido
São ondas que tocam as nuvens
E inundam o pequeno infinito
Um castelo de espelhos
Na areia do meu tempo
O sangue quente derramado
Das veias do desespero
É nobre escuridão
Que devora as estrelas
É o frio do coração que
Congela a minha tristeza
Vivo pela morte
Numa sede vampirística
Do livro sou as páginas
Macabras e místicas
Reflito no teu ego
A imagem mais nítida
Do alquimista a procura
Da amarga utopia
Sinto calor no  teus lábios
Escuros no beijo
E vejo a lua através
Dos teus olhos negros
Sigo pregada na tua cruz
Ferida  pelos espinhos do teu ódio
Envelheço mil anos
Por segundo sendo tão lógica.
São as asas que ardem em chamas
E que me levam para o  vale da solidão
Onde encontro o meu abrigo
Em tal sentido sem razão
Pois tu és canção lírica
Que reluz na minha alma agora
Teu sentimento obscuro
É a minha felicidade mórbida